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Como fazer grãos germinados (e por que fazê-los!)

Este ano resolvi prestar mais atenção ao que eu consumo, refletindo sobre a origem dos ingredientes e buscando opções mais sustentáveis e, por que não, mais saudáveis.

Comecei a pensar em novas possibilidades, formas diferentes de preparo e logo lembrei dos grãos germinados. Para começar, comprei grãos orgânicos de feijão verde, o moyashi, famoso ingrediente da culinária japonesa. Iniciei o processo na quinta-feira e no sábado eles acordaram assim, vivinhos da Silva.

Como publiquei uma foto no Instagram e muitas pessoas se interessaram, preparei este post mais completo, com todas as dicas de como fazer grãos germinados (e por que fazê-los!). Espero que gostem e se animem a embarcar nesta aventura e pelo menos experimentar. 😉

Acho que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, “plantou” feijãozinho no algodão. É por isso que arrisco dizer que todo mundo já sabe como fazer grãos germinados.

É lindo perceber essas transformações e aprender que na natureza tudo tem o seu tempo certo e esta é uma experiência que nos ensina muito sobre isso.

Para entender um pouco mais sobre germinação: ela surgiu na China há muitos séculos e é bastante utilizada até hoje na culinária asiática, viva e alcalina (como a alimentação ayurvédica, por exemplo). Ela pode ser feita com praticamente todos os grãos, que podem variar de sabor e valor nutricional depois de serem germinados.

Os brotos são o meio termo entre a semente em seu estado natural (crua) e a planta que ela iria se tornar posteriormente e, por isso, possuem mais vitamina C, B e ferro e também um teor de proteína maior do que os vegetais cozidos.

Leia mais sobre isso nas Dicas da Nutri: Grãos germinados: quais são os benefícios.

Há estudos que comprovam que a germinação, além de aumentar o potencial nutritivo de grãos e leguminosas, também libera enzimas que facilitam a digestão e a absorção dos nutrientes. Tem algumas pessoas que acreditam até que a gente ingere energia vital ao consumir as sementes potencializadas para criar vida, prontas para gerar novos alimentos.

Yo no creo em las brujas pero que las hay, las hay. Não sei se realmente vou sentir essa energia toda, mas tenho certeza de que mal não vai me fazer, muito pelo contrário. Então vamos experimentar novas possibilidades e ampliar o leque de opções do meu cardápio! 😋

Como fazer grãos germinados (e por que fazê-los!)

Comece esterilizando um pote de vidro médio, que comporte pelo menos uns 400ml. (ferva o pote e a tampa por 5 minutos, retire da água quente sem tocar na parte interna e depois deixe secar de cabeça para baixo sobre pano de prato super limpo).

Enquanto o pote esfria, lave bem os grãos que pretende germinar. Podem ser feijões (na foto usei feijão moyashi), lentilhas, grãos de bico, ervilhas, trigo e também sementes (girassol, abóbora, linhaça, gergelim). É importante apenas se certificar que esses ingredientes não foram tostados, cozidos ou liofilizados anteriormente pois isso impede a germinação — eles precisam estar crus, apesar de secos. Como sempre, dê prefêrencia aos grãos orgânicos.

Coloque 1/4 de xícara dos grãos no pote esterilizado e cubra-os com água filtrada, deixando pelo menos 1 cedo de água acima do nível dos grãos. Cubra com um pano com trama larga como uma fralda ou até um daqueles paninhos azuis que a gente usa para limpar a pia (certifique-se que esteja bem limpo) e prenda com um elástico em Volta para que não solte. Deixe de molho por pelo menos 8 horas pois, em contato com a água, as sementes “acordam” e começam a se desenvolver movements.

Depois desta primeira etapa, escorra a água e enxague os grãos com água corrente. Cubra novamente, prenda com o elástico e deixe o vidro apoiado com a boca para baixo em um ângulo de 45º para que ele respire (a forma mais fácil é apoiar no escorredor de louças ou em uma tigela como na foto abaixo).

Pelo menos duas vezes ao dia, enxague as sementes em água corrente, escorra bem e deixe virado com a boca para baixo aos 45º. Repita isso até começar a germinação — dependendo do grão, da iluminação e da temperatura, esse processo pode demorar entre dois e cinco dias. O ideal é não deixar que os brotos cresçam acima de três vezes o tamanho das sementes.

Lave bem os grãos germinados em água corrente antes de utilizá-los. Você pode serví-los inteiros ou batidos em saladas, pastinhas (como o Homus, por exemplo), sucos e na finalização de sopas. Uma vez que os grãos germinados estão vivos, o ideal é não cozinhá-los em temperaturas acima dos 40-45°C (o que os “mataria”).

Depois de prontos, conserve os grãos germinados em potes fechados na geladeira por até 5 dias.

Caso os brotos cresçam muito, espalhe-os sobre um recipiente com cerca de uns três dedos de terra no fundo. Regue um pouco todos os dias e eles virarão mini-folhas que podem ser usadas na finalização de pratos, em saladas ou sanduíches.

É aquariana, curiosa, jornalista e tem uma infinidade de interesses — entre eles, a culinária. Não é chef (nem pretende ser) mas a necessidade de morar sozinha a fez experimentar a alquimia das panelas e descobrir que o fogão não é um bicho de quatro bocas.

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