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Bacalhau espiritual

Continuo cozinhando muito, como sempre, mas este ano está sendo tão atribulado que não tenho tido muito tempo de me programar para as preparações especiais e as publicações temáticas.

Cozinhar tem sido mesmo uma terapia para me desligar da vida e exercitar o cérebro com preparações improvisadas com o que tem em casa e algum item ou outro que resolvi comprar nas idas ao supermercado, mesmo sem ter uma receita em mente.

Tanto é que, apesar de adorar pratos com peixe, acabei não preparando nada especificamente para a Páscoa. Até que vi este Bacalhau espiritual no instagram da Francinha cooks e testar esta receita virou uma missão. Primeiro porque nunca tinha comido o tal bacalhau espiritual. E segundo porque eu não poderia deixar esta Páscoa em branco, apesar de já ter publicado o Cardápio Especial Mais 10 cardápios completos para a Páscoa (com e sem peixe).

Pois providenciei os ingredientes, coloquei o bacalhau para dessalgar e fui pesquisar a origem desse nome tão inspirador. Acabei descobrindo que o prato foi criado no fim da década de 1940 no restaurante Cozinha Velha, nos antigos fogões do Palácio de Queluz. A responsável pela criação foi a condessa Almeida Araújo, que se inspirou na brandade de morue, da cozinha francesa. Segundo o Paladar, a receita foi inventada para agradar a nobreza, levar os nobres “aos céus”.

Posso dizer que o efeito é mesmo este: a gente come rezando e repete o prato bem feliz! Experimente você também.

Bacalhau espiritual

500g. de bacalhau dessalgado, cozido e desfiado
500ml. de leite
50g. + 25g. de manteiga
4 colheres de sopa de farinha de trigo
3 gemas
125ml. de creme de leite fresco
1/2 xícara de chá + 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado
1/2 cebola grande ralada
2 dentes de alho grandes picado
1 cenoura pequena ralada
3 colheres de sopa de panko ou farinha de rosca
Azeite, sal, pimenta do reino e noz-moscada a vontade

Comece preaquecendo o forno a 200ºC.

Em uma panela, derreta 50g. da manteiga, adicione a farinha de trigo e, com um batedor de arame, misture bem e cozinhe em fogo médio por 5 minutos. (É importante cozinhar por esse tempo para que o prato não fique com gosto de farinha crua.)

Adicione 2/3 do leite, aos poucos, sempre misturando bem para não empelotar. Cozinhe em fogo médio até ficar cremoso e liso (cerca de 10 minutos). Desligue o fogo.

Em uma tigela, coloque o restante do leite e misture com as gemas. Junte essa mistura à panela do creme com o queijo parmesão ralado e o creme de leite. Tempere com sal, pimenta, noz-moscada e deixe em fogo médio até começar a ferver. Desligue.

Em uma panela grande, derreta o restante de manteiga, adicione a cebola e refogue por uns 5 minutos. Acrescente o alho e a cenoura e deixe por 5 minutos. Coloque o bacalhau, 2 a 3 colheres de sopa de azeite e misture.

Junte o creme da outra panela ao bacalhau refogado. Misture bem, prove e corrija o tempero se necessário. Coloque a mistura em uma travessa e cubra com o panko e o restante do parmesão ralado. Leve o forno por 30 a 35 minutos, até que esteja dourado. Espere esfriar um pouquinho e sirva em seguida.

Estas quantidades rendem 2 a 3 porções. Sirva o bacalhau espiritual acompanhado de salada, arroz ou alguma preparação com batata.

É aquariana, curiosa, jornalista e tem uma infinidade de interesses — entre eles, a culinária. Não é chef (nem pretende ser) mas a necessidade de morar sozinha a fez experimentar a alquimia das panelas e descobrir que o fogão não é um bicho de quatro bocas.

O que você achou? Tem alguma dúvida? Fez e quer comentar? Fique a vontade para escrever também.

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