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Receita de chipa (pão de queijo paraguaio)

Eu sou louca por pão de queijo, mas tenho sérios problemas em experimentar aquelas opções sem graça que a gente encontra por aí. Não há decepção maior do que sentir aquele gosto artificial que tenta imitar queijo e aquela massa pesada, com casca molenga esquentada no micro-ondas.

Tem vezes que é a única opção, como bem sei, mas eu tento ao máximo evitar. Pão de queijo, pra mim, precisa ser crocante por fora e macio por dentro, de preferência saindo fumacinha quando a gente rasga em duas partes. Sabe como é? <3

Pois eis que descobri que 17 de agosto é Dia do Pão de queijo bem na semana em que resolvi testar a receita de chipa da Rita Lobo. A receita da Chipa da Dona Arlete, como ela chama, é um pãozinho especial que fica entre o pão de queijo e o biscoito de polvilho, um pouquinho mais firme que o pão de queijo mas igualmente saboroso e irresistível. Apaixonei, inevitavelmente!

Aproveito a oportunidade para deixar uma dica de amiga: procure pelo polvilho da Tupguar, que é artesanal, fermentado naturalmente (sem aditivos químicos) e seco ao sol. Ele é realmente diferente e faz TODA a diferença no resultado. (E olha que não estou ganhando nada para fazer propaganda).

Para você ter uma ideia, o melhor pão de queijo de São Paulo, que já recebeu inúmeros prêmios, é feito pela chef Heloísa Bacellar para o Lá da Venda com este mesmo polvilho. Ou seja, fica a dica (para quem quiser provar, descobri que eles vendem os polvilhos Tupguar em uma embalagem da casa, com a figura do índio).

Chipa (pão de queijo paraguaio)

250g. de polvilho doce
1 e 1/2 xícara de queijo meia cura ralado fino (cerca de 200g.)
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
1/2 xícara de leite
50g. de manteiga em temperatura ambiente

Preaqueça o forno em 200°C (temperatura média). Forre assadeiras com papel manteiga.

Misture em uma tigela grande o polvilho, o queijo (eu usei um da Serra da Canastra maravilhoso!) e o sal. Adicione a manteiga, o ovo (quebre separado pois se estiver estragado você não perde os outros ingredientes) e vá amassando com as mãos até obter uma farofa.

Junte metade do leite e amasse novamente. Aos poucos, vá adicionando o restante do leite aos pouco até a massa desgrudar dos dedos. Pode não ser necessário usar todo o leite (se passar do ponto, ficando muito mole, acrescente um pouco mais de polvilho).

Prove um pouquinho e, se precisar, acerte o sal. Separe um pedaço de massa do tamanho de uma bola de pingue-pongue. Faça a bolinha com as mãos e, em seguida, enrole-a. Em seguida, transfira para uma assadeira forrada com papel manteiga e deixe no formato de ferradura. Faça o mesmo com o restante da massa.

Leve ao forno preaquecido em 200ºC e asse por 15 minutos ou até dourar. Sirva em seguida.

Esta receita de chipa rende cerca de 20 unidades.

Dica: as chipas podem ser congeladas. Cubra com plástico filme a assadeira com a massa ainda crua e leve ao congelador até ficar firme. Depois você pode transferir para sacos plásticos ou potes e feche bem. Mantenha no congelador por até 3 meses. Para assar, leve as chipas em uma assadeira (ainda congeladas) ao forno em 220ºC por cerca de 25 minutos ou até estarem douradas.

Dica 2: depois de algumas dúvidas, resolvi colocar uma explicação sobre o queijo usado na receita. O meia cura está entre o queijo fresco (super macio e úmido, como o Frescal ou “Minas”) e o queijo curado (bem seco e firme, como o tipo Parmesão, por exemplo). O mais famoso é o Canastra, feito na região de Minas, mas existem diversas marcas comuns de grandes laticínios como Tirolez, Scala, Quatá, Frimesa, Piracanjuba, Regina etc. Ele também é chamado de Minas Padrão, é bem comum. Você pode substituir por um queijo que seja macio mas ainda firme que consiga ralar. Exemplos: coalho, colonial, muçarela (a firme e não a fresca), prato, requeijão de corte (desde que seja firme para ser ralado). Não é o indicado, mas se preferir usar o parmesão, escolha um em pedaço e rale na hora de usar (os de saquinho não ficam bons) e tome cuidado com o sal.

É aquariana, curiosa, jornalista e tem uma infinidade de interesses — entre eles, a culinária. Não é chef (nem pretende ser) mas a necessidade de morar sozinha a fez experimentar a alquimia das panelas e descobrir que o fogão não é um bicho de quatro bocas.

3 Comentários

  • taniastahlke

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    Luciana, sou de Curitiba e tentei conseguir este polvilho em todo lugar, até online, mas não consegui achar. Você tem alguma idéia de onde posso achar? Obrigada, um grande beijo e obrigada por compartilhar todas estas ótimas receitas!

  • Luciana Carpinelli

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    Tania, não sei se a Tupguar comercializa os produtos em algum lugar em Curitiba. Acho que vale a pena entrar em contato direto com eles e perguntar, com certeza saberão te orientar (encontrei o e-mail no site: [email protected]).
    Eu que agradeço pelo carinho! Volte sempre 🙂

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