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Canjica ou mungunzá doce com especiarias (sem lactose, calorias reduzidas)

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Recentemente descobri que a minha Canjica é chamada de curau por muitas pessoas nesse Brasilzão (e que o meu Curau é chamado de papa de milho, de creme de milho verde e por aí vai). Em outros lugares a chamam de mungunzá ou mugunzá. Sim, às vezes causa confusão, mas eu acho incrível essa variedade cultural que temos dentro de um único país.

Dia desses, durante meu período de restrição de glúten e lactose, quase morri de vontade de todas as coisas maravilhosas que são feitas com laticínios e/ou farinha de trigo que eu não conseguia evitar de pensar sobre. Aí lembrei das Festas Juninas, cheguei à canjica e tive que me virar em uma versão sem lácteos.

Confesso que o desafio nem foi tão grande e logo cheguei ao leite de coco e aproveitei a oportunidade para caprichar nos temperinhos e deixá-la mais especial ainda: além da canela e do cravo de sempre, coloquei anis estrelado e também cardamomo. E juro que o leite condensado e o tanto de açúcar quase nem fizeram falta.

Sabe o que é melhor? Matar dois coelhos com uma só cajadada: evitar a lactose e ainda diminuir umas calorias, além de acelerar o metabolismo com as especiarias. Ou seja, vamos ser felizes do jeito que dá! 🙂

Canjica com especiarias (sem lactose, calorias reduzidas)

250g. de milho branco para canjica ou mugunzá
500ml. de leite de coco (feito em casa ou comprado pronto)
500ml. de água
4 colheres de sopa de açúcar ou adoçante a gosto
4 pedaços de canela em pau
2 anis estrelados
3 bagas de cardamomo
50g. de coco ralado não adoçado e parcialmente desengordurado (opcional)

Para preparar a canjica, deixe o milho de molho em água por pelo menos umas 4 horas — preferencialmente de um dia para o outro.

Depois, é só escorrer bem a água e colocar o milho com todos os outros ingredientes em uma panela de pressão. Misture bem, tampe e leve ao fogo alto. Quando ela pegar pressão e começar a chiar, abaixe o fogo para o mínimo e conte 35 minutos. Para cozinhar em uma panela comum, deixe em fogo baixo com a panela semi tampada e mexa de vez em quando até que o milho fique macio.

Após o tempo de cozimento, espere a pressão sair antes de abrir a panela. Se quiser, retorne a panela destampada ao fogo para engrossar, sempre mexendo.

Para mim, o melhor acompanhamento da canjica pronta é uma paçoquinha despedaçada. Como não dá para abusar sempre, a alternativa de que mais gosto é salpicar um pouquinho de canela em pó por cima. Fica uma delícia!

Esta quantidade rende entre 4 e 6 porções. Mantenha na geladeira em pote bem fechado por até 4 dias — mas atenção: se você usar coco ralado fresco pode ser que ele azede mais rapidamente.

Eu costumo colocar a porção que vou consumir em uma caneca e aquecer no microondas. Para mim, a canjica substitui o café da manhã, o lanche da tarde, a sobremesa à noite depois de uma boa salada…

É aquariana, curiosa, jornalista e tem uma infinidade de interesses — entre eles, a culinária. Não é chef (nem pretende ser) mas a necessidade de morar sozinha a fez experimentar a alquimia das panelas e descobrir que o fogão não é um bicho de quatro bocas.

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