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Almôndegas de cogumelos com molho cremoso

Tinha uns cogumelos meio velhinhos na geladeira, resolvi transformá-los em almôndegas. Aí lembrei das almôndegas suecas, e deu vontade de preparar um prato com influências meio nórdicas.

Fiz então um molho com os cabinhos dos cogumelos que quase iam pro lixo, aproveitando o queimadinho gostoso do fundo da frigideira.

Não tinha batata em casa, mas tinha abóbora cabotiã na geladeira e então foi ela mesmo que virou purê bem cremoso. Ervilhas frescas que seriam usadas para fazer uma bela sopa, no dia quente acabaram virando um acompanhamento e foram pra manteiga.

Para finalizar o prato, aproveitei o que sobrou da cebola e deixei-as bem douradinhas e crocantes, afinal cebola nunca é demais, não é mesmo?

No fim, ficou faltando só a geleia de lingonberries que os suecos servem junto de uma combinação tão colorida e saborosa como esta! Um prato lindo, colorido, gostoso e feito por mim. Aproveite a dica e faça também 😉

Almôndegas de cogumelos com molho cremoso

200g. de cogumelos (paris, portobello, shitake, shimeji)
1/2 cebola (usei da roxa)
1 dente de alho
1 colher de sopa de tahine
1 colher de sopa de molho shoyo
1 colher de sopa de azeite
1/2 xícara de farinha de linhaça (ou de trigo)
1/4 de xícara de aveia em flocos
Sal e pimenta do reino a vontade
Azeite para dourar

Para o molho cremoso de cogumelos:
1 colher de sopa de manteiga
1/4 de xícara de talos de cogumelos
1 colher de sopa de vodka ou vinho branco
1 colher de sopa de molho inglês
1/2 xícara de caldo de legumes (ou de cogumelos)
1/4 de xícara de creme de leite (preferencialmente fresco)
Sal e pimenta do reino a vontade

Em um processador de alimentos, bata os cogumelos (usei portobello e shimeji branco), a cebola, o alho, o tahine, o molho shoyo e o azeite até obter uma pasta homogênea.

Dica: como usei um mini-processador, fiz em etapas. Bati a cebola e o alho com tahine, os cogumelos portobello com o molho shoyo e o shimeji com azeite (o líquido ajuda a processar mais facilmente), e depois misturei tudo.

Coloque a pasta em uma tigela, tempere com sal e pimenta do reino e misture bem com a farinha. Aos poucos vá acrescentando a aveia até dar o ponto de conseguir enrolar bolinhas com a pasta. Pode não ser necessário usar tudo ou então precisar um pouquinho mais (vai depender da umidade dos cogumelos utilizados).

Aqueça uma frigideira em fogo baixo e cubra o fundo com uma camada bem fina de azeite. Aos poucos, vá enrolando bolinhas da pasta de cogumelos e coloque-as para dourar no azeite. Vire-as para dourar homogeneamente todos os lados. Com uma escumadeira, retire-as e deixe escorrer sobre papel absorvente.

Na mesma frigideira, derreta a manteiga e coloque os talos dos cogumelos. Espere começar a tostar e pegar no fundo da frigideira (sem queimar para não ficar amargo). Coloque a vodka ou vinho e vá raspando o fundo da frigideira para pegar todo o sabos. Junte o molho inglês, o caldo de legumes e deixe ferver por uns 5-8 minutos.

Adicione o creme de leite e misture. Bata com um mixer ou no liquidificador para obter um creme homogêneo e retorne à frigideira. Prove, tempere com sal e pimenta do reino e deixe engrossar um pouco até a textura de molho não muito ralo.

Eu coei com uma peneira fininha para tirar os resíduos maiores e deixar o prato mais bonito. Coloque as almôndegas no molho e espere que elas esquentem novamente. Sirva em seguida as almôndegas de cogumelos com molho cremoso.

Estas quantidades rendem duas boas porções (dependendo dos acompanhamentos, até três).

Se sobrar, você pode congelar as almôndegas ainda cruas ou fritas: coloque-as separadas em um prato ou travessa e, quando estiverem firmes, armazene em sacos plásticos ou potes por até 3 meses no congelador. Para descongelar, retire a quantidade que irá usar e deixe de um dia para o outro na geladeira. Não recomendo congelar o molho pois ele pode talhar.

No prato da foto, acompanhei as almôndegas de cogumelos com purê de abóbora cremoso, ervilhas frescas na manteiga e cebolas crocantes.

É aquariana, curiosa, jornalista e tem uma infinidade de interesses — entre eles, a culinária. Não é chef (nem pretende ser) mas a necessidade de morar sozinha a fez experimentar a alquimia das panelas e descobrir que o fogão não é um bicho de quatro bocas.

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