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Fome de ^.^

Fome de hambúrguer, pipoca, macarrão ou qualquer outra preparação? Tem fome que é de qualquer coisa, mas existem aquelas que tem alvo marcado, não adianta substituir por X ou Y, nada mata, senão AQUILO.

Você já sentiu a fome de algo de que você gosta muito e que por algum motivo acabou não comendo (não tinha em casa, estava com preguiça de preparar ou estava de dieta e não podia)? Normalmente, nesses casos você come várias coisas, que não são o que você queria de verdade, e no fim dá um jeito de comer o que você queria no início. Não tem jeito: por exemplo a vontade era do pudim, não do chocolate, da bala, do chiclete, nem daquele pudim fit.

Essa fome específica, que tal a gente chamar ela de vontade?

Na alimentação, tem gente que vive de vontades, alguns que têm as vezes e outros que não têm nunca. Independente da frequência com que aparece, como você lida com ela?

É importante reconhecer e respeitar os sinais que o nosso corpo nos manda. Por isso, recusar todas as vontades não é a melhor opção, assim como acatar a todas elas sem nenhum critério também não é. Nem só de proibições ou permissões vive uma alimentação saudável.

Então o que eu faço?

Eu posso: ignorar, não acreditar, me culpar, aceitar, comer sem nem pensar, me permitir ou refletir/avaliar.

Minha dica sempre é: reflita sobre essa vontade! Permita-se entender o motivo desta vontade aparecer bem agora e o que você pode fazer naquele momento. Avalie:

  • Por qual motivo ela surgiu? Alguém comprou, eu senti o cheiro, vi nas redes sociais, estou estressado e acredito que mereço, ou simplesmente surgiu repentinamente?
  • Além disso, qual é a urgência? Posso esperar, consigo me programar ou sinto que se eu não comer agora o mundo vai acabar?

Às vezes, a gente acredita que toda vontade é um capricho, mas elas podem significar coisas bem diferentes! A vontade de um docinho em um dia que estou muito irritado com o trabalho é diferente daquela vontade de um macarrão saboroso em um dia que eu estou feliz.

Não faz muito tempo que eu tive vontade de comer pizza na sexta-feira a noite. Em outro momento, tive vontade de algo gostosinho para o almoço de uma quinta-feira qualquer. Nesses dois dias, entendi que aquelas vontades valiam a pena serem atendidas, consegui me organizar com calma e fazer esses pedidos.

Em outras situações, existem vontades que aparecem e não conseguimos identificar o causador, porém, o desejo é para ontem! Em momentos assim, vale a pena se perguntar: o que estou sentindo é realmente vontade de comida, ou eu estou querendo suprir algo com este alimento? Um estresse, uma felicidade, uma raiva, alguma tristeza… É preciso entender o que está por trás dessa vontade porque, às vezes, “emoção assumida não vira comida”.

Você ter a capacidade de identificar o que fazer diante da vontade de um alimento, significa ter autonomia nas suas escolhas alimentares! Chega de lista pronta com pode x não pode e vamos andar no caminho das escolhas feitas de forma consciente.
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Mariana Ribeiro é nutricionista e te ajuda a fazer escolhas alimentares mais conscientes, em sintonia com o seu corpo, de acordo com o que há disponível e sem tirar o seu prazer em comer! Possui aprimoramento em transtornos alimentares pelo Ambulim, graduação em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo e também é formada como Técnica em Nutrição e Dietética, pelo Centro Paula Souza..

_ Instagram: @maribeiro.nutri

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