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Escolher e ser saudável

Ouvir regras sobre a alimentação não é nenhuma novidade, até porque cada dia surge uma diferente sobre o que você deveria ou não comer, em qual quantidade, naquela hora do dia por algum motivo que a gente não sabia antes, mas que com certeza vai melhorar a sua saúde. Como cada dia surge uma tendência diferente, pode ser que amanhã não faça mais sentido, mas tudo bem, porque o importante é fazer a escolha certa hoje, não é mesmo? Temos também algumas regras antigas, que são “mais fixas”, não sabemos quem criou mas é passado de boca em boca como se fosse uma verdade.

No meio de tantas regras, a gente escolhe (ou acha que escolhe) dentro do que pode (por diversos motivos) o que comer. Uma dúvida que fica é, como se alimentar respeitando as suas preferências, cultura e os alimentos que têm acesso, se antes disso já chegam com decisões que você nem sabe se faz sentido para você?

Comer de três em três horas, uma quantidade específica de alimentos e carnes todos os dias pode fazer sentido para alguns, enquanto que para outros isso pode não significar nada. Se é certo ou errado, no momento pouco importa, o que a gente precisa é individualizar.

Muitas vezes acredita-se que existem apenas os extremos, o famoso 8 ou 80, que na alimentação podemos traduzir como: comer todos os dias de forma “regrada” respeitando esses discursos que já se popularizaram mundo afora, ou comer qualquer coisa em qualquer quantidade a qualquer momento. Mas a gente não precisa estar em nenhum desses pontos, existe um caminho do meio.

Não vou te dar nenhuma regra, mas se fizer sentido para você, deixo aqui algumas recomendações que podem te nortear a fazer escolhas alimentares mais saudáveis:

  • Prefira alimentos naturais, o famoso descasque mais e desembale menos, mas se precisar desembalar, de acordo com o que for possível (R$), prefira a opção que tiver uma menor quantidade de itens na lista de ingredientes.
  • Tente identificar a sua fome, eu sempre digo que infelizmente o corpo não tem uma rede social para nos enviar uma mensagem avisando quando precisamos comer. Mas ao invés de seguir intervalos rígidos entre as refeições, se pergunte “eu estou com fome, ou só vou comer porque acho que deveria”? É uma boa opção para começar a entender sobre a sua própria régua.
  • Monte refeições completas, se essa dica passada não é uma das mais lembradas por mim, eu não sei qual é. Ao invés de pensar se a sua refeição está certa ou errada, ou ainda se falta alguma coisa, faça a melhor combinação dentro do que você tiver disponível e, caso seja necessário, procure um nutricionista para te ajudar a organizar as suas opções.
  • Não termine as refeições com fome, cada refeição é única e não faz sentido comer só para mascarar a fome. Às vezes surge aquela dúvida, “ainda estou com fome ou vontade de comer?”, nesses casos aguarde alguns minutos antes de repetir o prato, mas se lembre que quando temos o alimento disponível, o ideal é que se coma até a fome não estar ali presente.

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Mariana Ribeiro é nutricionista e te ajuda a fazer escolhas alimentares mais conscientes, em sintonia com o seu corpo, de acordo com o que há disponível e sem tirar o seu prazer em comer! Possui aprimoramento em transtornos alimentares pelo Ambulim, graduação em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo e também é formada como Técnica em Nutrição e Dietética, pelo Centro Paula Souza..

_ Instagram: @maribeiro.nutri

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