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Transtornos alimentares podem estar mais próximos do que você imagina

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Quando se fala em transtornos alimentares, logo pensamos em casos agudos de anorexia ou bulimia, mas muitas vezes eles podem estar mais próximos do que imaginamos, em grau mais leve (mas que tendem a se intensificar à medida que não são controlados).

Você se preocupa demais com a quantidade de calorias ingeridas? Diminuiu drasticamente o consumo de certo alimentos que considera inimigos da boa forma (como pães e outros tipos de carboidrato)? Ou consume apenas produtos light e diet, sem exceção? Pesa-se constantemente ou pratica exercícios em excesso? Experimenta dietas e fórmulas mágicas para emagrecer sem orientação profissional? Já tomou remédios para emagrecer sem orientação médica ou usa laxantes ou diuréticos para eliminar quilinhos antes de eventos ou viagens?

Qual é o limite? Ele depende muito de pessoa para pessoa, mas o importante é prestar atenção nos sinais de aviso que possam indicar que uma pessoa (ou você mesmo) possa estar a caminho de um transtorno alimentar.

O transtorno alimentar é um termo utilizado para diferenciar qualquer padrão de comportamento alimentar que podem causar severos prejuízos à saúde. Eles costumam apresentar as suas primeiras manifestações na infância e na adolescência, mais prevalente em meninas, mas cerca de 5 a 10% dos casos ocorrem com rapazes.

Estes transtornos podem se iniciar por múltiplos fatores como histórico de transtornos alimentares na família; histórico de transtornos de humor na família (como depressão e transtorno bipolar); famílias autoritárias ou negligentes; extrema valorização do corpo magro; baixa autoestima, introversão, perfeccionismo, instabilidade afetiva, ansiedade, entre outros traços de personalidade. No entanto, na maioria dos casos analisados, a alteração do padrão alimentar sempre se inicia após a realização de alguma dieta de caráter restritivo e sem orientação ou acompanhamento adequados.

Os transtornos alimentares podem se diferenciar de várias formas e qualquer um destes transtornos alimentares tem consequências nutricionais muito graves e um forte impacto na saúde, podendo em casos mais graves até levar à morte. Conheça um pouco mais sobre cada um:

  • Anorexia Nervosa: é uma condição em que as pessoas restringem a ingestão alimentar, às vezes a valores muito abaixo da recomendação diária de calorias. Desta forma, costumam apresentar perda de peso e redução de massa muscular muito acentuada e comprometimento das funções de órgãos vitais.
  • Bulimia Nervosa: apresenta episódios de comilança desenfreada que resultam em um consumo de calorias muito superior ao de uma pessoa normal no mesmo período, seguido por uma compensação para “eliminar” a comida do corpo, podendo ser causada por vômitos, uso de laxantes, redução drástica da alimentação nos dias seguintes (inclusive por dieta líquida), entre outros.
  • Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica: apresenta-se em pessoas que comem em uma quantidade muito excessiva mas sem uso de métodos compensatórios como acontece na Bulimia. Cerca de 30% dos obesos possuem esse transtorno e sua prevalência na população gira em torno de 2%.
  • Ortorexia: caracterizada pela obsessão doentia por uma alimentação saudável e pela exclusão de uma grande quantidade de alimentos, principalmente os mais industrializados.

As práticas de uma boa alimentação podem ajudar a prevenir os transtornos alimentares. Os jovens vão buscar a sua imagem corporal no mundo que os rodeia, sendo assim, envolver as crianças na preparação da comida e os ensinar a reconhecer imagens corporais realistas podem prepará-las para hábitos saudáveis úteis ao longo da vida. Jamais critique o peso de uma criança ou se queixe do seu tamanho, a redução da autoestima pode ser um dos fatores para o aparecimento de transtornos alimentares futuramente.

É muito importante que possamos dar ênfase na boa saúde e em alimentos saudáveis em vez dos resultados apresentados na balança, principalmente correlacionando estes alimentos à noção de que podemos comer de tudo ao longo dos dias, mas sempre com moderação em suas quantidades. Para tal, é imprescindível que saibamos reconhecer os momentos de saciedade, para que assim possamos parar de comer quando houver sensação de plenitude gástrica e isto deve ser aplicado também às crianças, que devem comer apenas quando tem fome.

Caso a pessoa já apresente algum transtorno alimentar, sugere-se como forma de tratamento mais eficaz um acompanhamento com uma equipe multidisciplinar composta por médico, nutricionista e psicólogo que sejam especialistas nestas disfunções. A ausência da especialização dos profissionais nesta área em específico, em muitos casos, pode ser um dos fatores para que o agravo das alterações alimentares aconteça.

Lembre-se de que procurar ajuda e orientação é sempre o melhor caminho!

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Thaís Lamonica é nutricionista com foco de trabalho na reeducação alimentar e no emagrecimento. Escolheu estudar Nutrição pois queria ajudar as pessoas através de um fator que estivesse presente na casa de todo mundo – o alimento. Acredita que pode auxiliá-las a entenderem que se alimentando melhor podem ter mais qualidade de vida, autoestima e longevidade.

* Foto: Reprodução

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