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GUIA ALIMENTAR BRASILEIRO — como melhorar a alimentação com a ajuda dele?

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Ano a ano, a situação mundial se agrava mais quando o assunto abordado é obesidade/sobrepeso e o aparecimento de doenças como diabetes, colesterol alto e pressão alta em pessoas com o peso normal e agora em crianças e adolescentes. O surgimento destas alterações são as principais causas de mortes e, por isso, surgem tantas pesquisas para favorecer o controle da alimentação e prevenir este mal antes que ele aconteça.

Em meio a isto, em um intervalo regular de anos, o IBGE lança uma pesquisa de Orçamento Familiar para avaliar com que a população brasileira esta gastando o seu dinheiro. Ao observar a área da alimentação, notamos que existe um consumo crescente de alimentos processados (tais como salsicha, linguiça, alimentos congelados, frios, temperos prontos, refrigerantes, bolachas recheadas etc.) e uma queda brutal do consumo de alimentos in natura (como frutas e hortaliças – verduras e legumes).

Não é novidade a ninguém que os alimentos processados são riquíssimos em Sódio (principal componente responsável pelo aumento de pressão), Açúcares (Obesidade e Diabetes) e Gorduras (Obesidade e Alteração do Colesterol), mas é o que mais tem se observado na casa dos brasileiros. Já parou para observar os alimentos que existem na sua dispensa?

O Ministério da Saúde, observando este cenário, lançou em novembro o novo Guia Alimentar para a População Brasileira que, entre diversas recomendações, ressalta a importância do cozinhar, valorizando a culinária regional, privilegiando a produção ambientalmente sustentável, indicando o planejamento de refeições com envolvimento da família e dos amigos na preparação da comida.

O ato de comer envolve emoções, informações, acesso e proximidade ao alimento, privilegiando desta maneira o convívio social, a cultura e o meio ambiente. Cozinhar é uma das maneiras mais gostosas de fazer isso, já que podemos participar de todo o processo desde a tomada da decisão, a escolha dos ingredientes e do modo de preparo, criando autonomia alimentar.

Muitos de vocês devem estar se questionando: “Mas como é que eu farei isso, se eu passo a maior parte do meu dia fora de casa?

Avaliando a proposta do novo Guia, acredito que seja muito fácil incluir suas orientações também em uma rotina mais agitada, já que ele orienta as pessoas a optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação em redes de fast food e produtos prontos que dispensam preparação culinária (‘sopas de pacote’, pratos congelados prontos para aquecer, molhos industrializados, misturas prontas para tortas) – por exemplo, em restaurantes que servem comida como self service ou por quilo.

Frente a isto, já sabe que o pão e o café com leite em substituição do jantar não é uma das opções preferíveis para prevenir quadros de doenças e oscilações de peso. O Guia propõe que a família deve se unir para elaborar um cardápio e as refeições juntos, sem delegar responsabilidade para um membro único. Sendo assim, inclua também as crianças e os cônjuges no momento do preparo, pois desta forma estaremos construindo uma sociedade de padrões alimentares muito melhor do que o que vivemos atualmente.

O principal destaque para o novo guia alimentar dado às circunstâncias que envolvem o ato de comer, principalmente ao que se refere a velocidade de mastigação e ao ambiente em que estas refeições são realizadas, aconselhando-se a desfrutar a alimentação, evitar a refeição assistindo à televisão, falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades profissionais, pois muito mais importante o COMO se come do que o QUÊ se come!

Para fechar este assunto fazendo com que você comece a mudança de algumas particularidades da sua alimentação neste próximo ano que virá, deixo os 10 passos da alimentação saudável proposto pelo Ministério da Saúde. Confira:

1) Fazer de alimentos in natura (frutas e Hortaliças) ou minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas) a base da alimentação.

2) Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.

3) Limitar o consumo de alimentos processados (conservas, enlatados, carnes salgadas, pães e queijos).

4) Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados (tempero pronto, bolacha recheada, macarrão instantâneo, refrigerantes, salgadinhos, preparações congeladas, sopas instantâneas).

5) Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia (lembre-se de que comemos muito mais quando estamos sozinhos).

6) Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados.

7) Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.

8) Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.

9) Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.

10) Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.

A versão impressa do documento, com 151 páginas ilustradas, será distribuída às unidades de saúde de todo o país, e a versão digital estará disponível no portal do Ministério da Saúde. (clique AQUI para acessar a íntegra).

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Thaís Lamonica é nutricionista com foco de trabalho na reeducação alimentar e no emagrecimento. Escolheu estudar Nutrição pois queria ajudar as pessoas através de um fator que estivesse presente na casa de todo mundo – o alimento. Acredita que pode auxiliá-las a entenderem que se alimentando melhor podem ter mais qualidade de vida, autoestima e longevidade.

* Foto: Cozinhando para 2 ou 1

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