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Alimentação consciente vai muito além da escolha dos alimentos

Com tanta informação rolando por aí, ficamos perdidos na hora de nos alimentar de uma forma equilibrada. E eu te digo com o maior acolhimento do mundo: é super normal se sentir assim. Por isso, decidi reunir alguns pontos de atenção, para você começar a criar mais consciência da sua alimentação e, com isso, conseguir encontrar o seu ponto de equilíbrio.

1. Estabelecer horários ou faixas de horários das refeições principais

Melhorar o planejamento para evitar que você fique com muita fome e acabe comendo “qualquer coisa”, ou escolhendo alimentos sem tanta consciência, ou comendo mais e se sentindo cheio na próxima refeição.

É sempre legal você pensar nas refeições principais e em qual o horário ou faixa de horário pode encaixá-las no seu dia, por exemplo:
– Café da manhã
– Lanche da manhã (caso tome café da manhã muito cedo e o espaço até o almoço exceda 4 horas)
– Almoço
– Lanche da tarde
– Jantar
– Ceia (lanche da noite — se continuar com fome)

2. Valorizar os bons momentos e sentimentos em relação à sua alimentação

Essa atitude é extremamente válida porque a alimentação tem um papel muito maior do que só nos nutrir: ela tem papel afetivo e também social, e isso tem que ser valorizado!

A alimentação tem uma influência muito forte na nossa saúde de uma forma geral, sim, mas a nossa saúde é extremamente influenciada pelo nosso estado emocional. Pense nisso!

3. Evitar a restrição total de um alimento que você gosta

Imagine um alimento que te faz feliz, que você aprecia quando come. Por exemplo: um doce. Restringi-lo só vai fazer com que o seu pensamento vá diretamente para ele, muitas vezes de uma forma até obsessiva.

Prefira não fazer restrições. O mecanismo da restrição não é benéfico para o nosso cérebro. Além disso, restrição nenhuma emagrece e isso já foi comprovado cientificamente.

4. Contextualizar o alimento

É sempre importante contextualizar o alimento. Onde eu estou? Faz sentido eu comer brigadeiros em uma festa? Faz total sentido!

Se você me dissesse: estou em uma festa comendo um pé de alface. Eu pensaria que está acontecendo algo errado.

5. Aumentar a percepção de si mesmo

Reparar que você usou a comida para suprir algum estado emocional é o primeiro passo para aumentar a consciência e mudar o comportamento.

Continue praticando essa percepção e, se precisar, faça notas sobre isso. É legal procurar ajuda profissional para te ajudar a entender e solucionar essas questões.

6. Evitar pensamentos dicotômicos

O pensamento do “tudo ou nada”, “é isso ou aquilo”, “magro e gordo”, está muito presente nas dietas de uma forma geral.

Na verdade, esse tipo de pensamento, que a gente chama de “pensamentos dicotômicos”, só nos afastam do nosso ponto de equilíbrio. Existe um caminho do meio que é possível e ele é mais balanceado. Novamente, a ajuda profissional para encontrar esse caminho é essencial.

 


Raquel Labonia
 é uma nutricionista completamente apaixonada pelo que faz e com intensa e incansável vontade de fazer a diferença no mundo. Motivada por essa inquietude, em 2015 criou a WellMove (abreviação de Wellness Movement), que representa um Movimento Pelo Bem-Estar em seu sentido mais amplo. Estar bem é a harmonia entre o nosso físico, mental e também o ambiente em que vivemos. Hoje, a WellMove se tornou uma Consultoria em Nutrição e Bem-Estar atuante em diversas áreas, que trabalha com projetos de qualidade de vida, sustentabilidade, comunicação e marketing nutricional e consultas particulares em consultório.

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