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Kani grelhado ao molho de mostarda e mel com batatas ao forno

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Tenho cada vez mais adquirido uma consciência alimentar que me faz refletir sobre o que tenho comido e que tipo de comida me faz bem ou mal. Busco ao máximo consumir alimentos orgânicos e naturais, evito os mais processados, mas nem por isso me tornei uma chata no nível de questionar a origem dos ingredientes dos pratos no cardápio ou de levar minha própria marmita aos restaurantes, por exemplo. Para mim, sempre há espaço para exceções.

Acho lindo quem consegue seguir uma linha como a da Bela Gil sem desviar do caminho um dia sequer, mas eu (e note que digo EU) procuro manter uma alimentação saudável e equilibrada para, de vez em quando, poder cometer meus deslizes e comer aquelas coisas que amo mas são um tanto quanto duvidosas sem peso na consciência (seja uma salsicha — meu assumido guilty pleasure gastronômico –, sejam uns sushis com kani e até mesmo um hambúrguer do McDonald’s).

O Kani Kama é o nome dado aos bastõezinhos branco e rosa que a gente sempre vê nos restaurantes japoneses ou naqueles enormes bufês de salada de restaurantes a quilo. Apesar de “Kani” significar caranguejo, em japonês, a carne do crustáceo acaba aparecendo apenas no extrato adicionado ao surimi, massa de peixes brancos que é base para o kani.

O surimi, aliás, é base para outros tipos de bastonetes também bastante usados na culinária oriental apesar de menos conhecidos, como o Kamaboko, o Chikuwa, o Narutomaki e até o Satsuma age, uma espécie de bolinho de peixe.

A fama do Kani kama não é muito boa e algumas pessoas até o chamam de “a salsicha do mar”, querendo dizer que é feito com o resto de tudo o que sobra entre os frutos do mar. A realidade é que, como acontece com qualquer produto processado, a gente tem que acreditar no que consta no rótulo e, oficialmente, ele contém a carne moída de peixes, extrato de caranguejo ou de lagosta e de algas, clara de ovo, proteína de broto de feijão, amido de trigo, açúcar, sal e glutamato monossódico. Para deixar aquela capinha avermelhada, é usado um corante alimentício (Cochinila) e páprica. Nada muito diferente do que estamos acostumados a ver em outros rótulos.

Para mim, o Kani é um alimento rico em proteínas. Processado, sim. Sei disso e é uma escolha consciente — mas justamente por saber de tudo isso que não costumo consumir tão frequentemente e, quando isso acontece, é em quantidades reduzidas. Mas também acho válido como alternativa para uma refeição diferente.

O cuidado que eu tenho ao comprar Kani, é escolher uma marca de tradição e prestar atenção à composição (geralmente opto pelas opções disponíveis nas mercearias do bairro da Liberdade, em São Paulo, que costumam ser um pouco mais caras que as que vemos nos supermercados, mas que são mais tradicionais e com menos aditivos). Assim como as salsichas, há aquelas de origem bem duvidosa e as de melhor qualidade.

E foi em um dia com a geladeira quase vazia que encontrei um pacotinho de Kani no congelador. Foi a salvação de um jantarzinho rápido, prático e super saboroso.

Kani grelhado ao molho de mostarda e mel com batatas ao forno

6 bastonetes de kani kama descongelados
1 colher de chá de óleo de gergelim
1 batata grande
1 colher de chá de ervas picadinhas
Azeite, sal e pimenta do reino a vontade

Para o molho de mostarda e mel:
1 colher de sopa de mostarda (de preferência do tipo dijon)
1 colher de chá de mel
1 colher de chá de água

Lave bem e corte a batata em cubos de mais ou menos 3 cm. Coloque em uma panela, cubra com água e deixe cozinhar até ficarem macios mas ainda firmes. Escorra-os e distribua-os em uma assadeira, regue com um fio de azeite e tempere com sal e pimenta do reino. Leve ao forno preaquecido em 200ºC até que fiquem douradinhos.

Enquanto isso, prepare o molho misturando a mostarda e o mel até obter um creme homogêneo. Aos poucos vá acrescentando gotinhas de água para deixá-lo menos consistente.

Retire, então, o plastiquinho que envolve os bastonetes de kani. Aqueça uma frigideira e coloque o óleo de gergelim. Quando começar a subir uma fumacinha, coloque o kani e tempere com um tiquinho de sal e pimenta. Deixe a parte de baixo dourar e vire cada bastonete para dourar o outro lado.

Arrume os kani já grelhados no prato. Coloque o molho ao lado e complemente com as batatas. Por cima, salpique as ervas.

Esta quantidade serve uma pessoal. Se quiser, complemente a refeição com uma salada.

É aquariana, curiosa, jornalista e tem uma infinidade de interesses — entre eles, a culinária. Não é chef (nem pretende ser) mas a necessidade de morar sozinha a fez experimentar a alquimia das panelas e descobrir que o fogão não é um bicho de quatro bocas.

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